Quanto a energia solar reduz a minha conta?
A estimativa chega a até 90% da conta de luz, dependendo do consumo, da área disponível e da tarifa vigente. A conta não zera: o custo de disponibilidade (a taxa mínima) e os encargos previstos em lei continuam sendo cobrados. O simulador no topo da página dá uma primeira ideia; a proposta final sai depois da visita técnica.
O calor de Cuiabá atrapalha a placa solar?
Um pouco, e isso é previsto no projeto. Módulos fotovoltaicos perdem eficiência quando esquentam: o coeficiente de temperatura informa quantos por cento da potência se perdem a cada grau acima de 25 °C na célula, e em dia de sol forte a célula passa bem disso. Por isso o dimensionamento já desconta essa perda térmica, e a instalação deixa um vão ventilado entre o módulo e o telhado para o ar circular. Mais sol significa mais geração; mais calor, não.
A poeira e a fumaça da seca diminuem a geração?
Sim. De maio a setembro, a poeira e a fuligem das queimadas formam uma película no vidro dos módulos e reduzem a luz que chega às células, e sem chuva essa sujeira não sai sozinha. A limpeza periódica, com água e material que não risque o vidro, recupera a produção. A APS faz esse serviço.
Moro em apartamento. Dá para instalar?
Depende do condomínio. Instalar em cobertura ou área comum exige aprovação conforme a convenção, normalmente em assembleia, além de espaço livre de sombra e de um caminho para os cabos até o medidor da sua unidade. Outra possibilidade é um sistema para a área comum, que reduz a conta do condomínio e, com ela, a taxa condominial. Em condomínios de casas, vale conferir o regimento sobre alterações no telhado. A APS prepara o material técnico para a apresentação ao condomínio.
Laje, telha cerâmica ou telha metálica: muda alguma coisa?
Muda a estrutura de fixação. Em telha cerâmica, usamos ganchos presos no madeiramento, passando entre as telhas sem furá-las. Em telha metálica, os perfis são fixados na própria telha ou na terça, com parafusos e vedação própria contra infiltração. Em laje, a estrutura é inclinada e fixada ou lastreada, para dar ao módulo o ângulo certo. A escolha é definida na visita técnica.
O que acontece com os créditos se eu mudar de imóvel?
Os créditos ficam vinculados à unidade consumidora e ao titular, e valem por até 60 meses. Se você se mudar e o sistema continuar no imóvel antigo, em seu nome, é possível pedir que o excedente seja direcionado para a nova unidade consumidora do mesmo titular, desde que ela esteja na área da mesma distribuidora. Outra opção é desmontar o sistema e reinstalá-lo no novo endereço, o que exige novo projeto e nova homologação.
O sistema funciona se faltar energia na rua?
Não. O sistema conectado à rede (on-grid) desliga automaticamente durante a queda de energia, por segurança de quem trabalha na rede. Para manter o ar-condicionado ou a clínica funcionando em uma queda, é preciso um sistema com baterias (híbrido), que tem outro custo e pode ser incluído no orçamento.
Quem aprova e homologa o meu sistema?
A distribuidora local, que em Cuiabá e nas demais cidades atendidas é a Energisa Mato Grosso. A APS envia o projeto e acompanha a análise; depois da instalação, a distribuidora faz a vistoria e troca o medidor por um bidirecional, e o sistema passa a compensar créditos. A APS Energia Solar é uma empresa independente, sem vínculo com a distribuidora.
O que muda com a Lei 14.300/2022?
É o marco legal da geração distribuída, que funciona por compensação de créditos. Para sistemas conectados a partir de 2023, há uma cobrança gradual sobre parte da tarifa da energia que você injeta na rede, crescendo ano a ano. O simulador já considera uma redução por isso. O custo de disponibilidade continua.
Quanto tempo dura o sistema?
Os módulos têm vida útil em torno de 25 anos, com perda gradual de eficiência. O inversor dura menos e pode precisar ser trocado nesse período. A estrutura e os cabos, se bem instalados e inspecionados, acompanham a vida dos módulos.